Hoje tem DCE. Talvez eu veja ele, se me deixarem sair. O nome dele é Diego, mesmo não tendo cara de Diego. Conheci ele no carnaval, ele já me fez perder uma van, incontáveis ônibus, uma parte considerável da minha ~vergonha~ e.. bom, eu não sei o que fazer. Ele é arquiteto, tem pais adoráveis, dois irmãos, gosta de chapeus e gatos, toca baixo, vê espíritos e invade sonhos. Ele é fofo de um jeito que eu não sabia que existia. E me faz sorrir demais. E rir também, mas ele não gosta. Acho que eu rio porque não tenho nada criativo pra falar no momento, aí me acho idiota. Ele sabe disso, ele disse que eu sou muito egoísta comigo mesma. Sou mesmo.
As vezes escuto fluorescent adolescent e dá vontade de sair por aí com ele sem ficar pensando no que vai acontecer. Acho que se eu sempre tivesse ouvindo música minha vida seria mais fácil, mais 'feel, don't think'. Eu não sei fazer metáforas pra explicar o que eu sinto no silêncio e como minha mente me inferniza. É mais ou menos assim:
Não é à toa que o nome do blog é troublesome mind, right?
Como eu disse, eu não sei o que fazer porque eu nunca namorei, nunca fiz amor, nunca passei muito tempo com alguém sem.. enjoar. Ou sem que cansassem de mim e da minha falta de jeito, de carinho, de atitude. Eu sei que tem caras mais fáceis por aí, mas eu não quero um amor raso. Por outro lado, tenho medo de me envolver com alguém profundo assim. Eu vi essa profundidade desde o primeiro dia, desde que ele olhou nos meus olhos e soube coisas de mim que meus amigos de todo dia não percebem fácil assim.
Mas eu não acho que ele teria paciência. Além desses problemas, da timidez, eu ainda sinto uma raiva e tristeza que não passam. E.. eu nem sei explicar. Me diziam que eu era boa nas minhas redações, que eu era boa com as palavras porque eu lia bastante. Bullshit? Não sei, as palavras não vêm, elas se esvaem, sempre. Quando era só eu comigo mesma e dois ou três amigos, eu me achava o máximo. Sem ser arrogante, simplesmente estava feliz comigo mesma. Aí aparecem pessoas que exigem que tu demonstre isso tudo que tu é. E de repente tu vê que.. não tem o que, ou não sabe como(?) demonstrar. Tu se acha madura e vê pessoas e situações a tua volta que tu não sabe como lidar; e são tantas. Aquelas raras vezes que dava um cansaço de viver e vontade de ficar sozinha longe de tudo e de todos cada vez aumentam. Porque junto com as alegrias que eu valorizo, não pense que não, vêm as reflexões internas e no final a conclusão é sempre algo parecido com 'meu deus, como eu sou idiota'. Eu queria ser melhor com as palavras pra que toda essa parte que eu falei de mim fizesse algum sentido pra quem lê e não parecesse coisa de adolescente dramática à toa. Juro que eu queria. E chega de falar só de mim.
Diego. Eu realmente preciso de um apelido, tem alguma coisa muito errada mas ele não tem cara de Diego. Até de Gabriel ele tem. Apesar que.. Gabriel é nome clássico de anjo e ele tem cabelos cacheadíssimos. E um olhar sereno e tudo mais. Mas enfim. Eu deixei de falar com ele duas ou três madrugadas, acho que por não saber o que dizer. É muito insano eu precisar de cafés e coragem pra uma reles conversa de msn? E também não atendi uma ligação porque tinha medo de ficarmos sem assunto. Medo. Maldito medo.
Eu ouço tanta música e vejo tantas letras que falam o que eu sinto, como não consigo me inspirar com isso?
Esse é o terceiro cara que eu escrevo sobre, aqui. Isso me faz pensar que eu nem sei o que é se apaixonar de verdade. Numa conversa com um amigo, ele disse que se apaixonar vem de paixão, então.. logicamente se apaixonar é fácil, porque paixão vem antes de amor etc. Nunca tinha pensado nisso. Eu acho 'apaixonar' uma palavra tão bonita que acho que é difícil e é quando amamos alguém. A Martha Medeiros disse que a gente se apaixona pelo JEITO das pessoas. Tipo.. não pela cor dos olhos, pelo olhar. Concordo! Eu me ligo muito nesses detalhes. Citei vários quando falei do cara que gosta de Ramones aqui. E do Diego, não esqueço do chapeu de palha, da caixinha de cigarros da Marlboro, dos ônibus perdidos, da colcha com flores.. do sorriso, do olhar, das caretas, da voz suave falando 'faz amor comigo?'. De como ele me testa toda hora e me chama de bobinha. E do que a Martha falou, exatamente assim: "um jeito de olhar que parecia que despia a gente: não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer."
Ah, e além do mais, ele gosta de ir no DCE, gosta de rock. E de café. E de fumar. E de mim. God knows why, mas ele gosta. Adora, aliás. E eu também adoro ele. Eu acho. Mesmo que o meu adorar seja diferente dele e menos.. intenso. Acho que tá na hora de nadar contra a maré e mandar um foda-se pra minha mente. O amor é difícil mesmo. Mas deve ser maravilhoso também.

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